Triathlon Long Distance – Pirassununga

Principal circuito de longa distância da América Latina, o Triathlon Long Distance é sucesso de público e crítica. Evento tradicional, na sua oitava edição, em 2007, teve a participação de 2.100 atletas, representando 12 estados, o que comprova a força da prova no calendário esportivo. Em comemoração aos 15 anos do Triathlon em Pirassununga,nós estamos lançando uma nova categoria,a categoria DUO/TRI ou DESAFIO DE TITANS.

O atleta que competir nas provas de sábado e depois no Long Distance de domingo,já estará competindo na categoria DUO/TRI.Teremos uma premiação especial para esta categoria e o atleta ainda irá continuar a concorrer nas categorias do Short e long Distance.

Serão premiados 1°,2° e 3° masculino e feminino .
1. O atleta que estiver na soma das duas provas,o menor tempo será o vencedor.

2. Caso houver empate,na soma dos tempos,será considerado desempate o atleta melhor colocado no tempo final do Long Distance.

3. Caso persista o empate,será considerado o melhor tempo da natação,ciclismo ou corrida.

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PROGRAMAÇÃO OFICIAL

22/11 – Sábado
09h – Expo Sports – Entrega de kit do Long e Short Distance
13h15 – Abertura da Transição do Short Distance
14h – Término da Entrega de kit do Short Distance
14h30 – Fechamento da Área de Transição do Short Distance
15h – Largada Short Distance
16h – Início da Premiação do Short Distance
17h30 – Congresso Técnico Long Distance
18h30 – Término da Expo Sports – Entrega de kit

23/11 – Domingo
06h15 – Abertura da Transição do Long Distance
07h50 – Fechamento da Área de Transição
08h – Largada Long Distance
13h30 – Inicio da Premiação Long Distance

Obs. Para a entrega dos kits é obrigatória a apresentação do recibo bancário original de pagamento e de documento de identificação.

Espadão 2014

Cerimônia de Declaração de Aspirantes-a-Oficial e Entrega de Espadas 2014, também conhecida como “Espadão 2014″. É durante o “Espadão” que os cadetes entregam os seus espadins e recebem suas espadas de oficiais. É o momento em que deixam de ser cadetes e tornam-se aspirantes a oficiais, ingressando em uma nova fase da carreira. Para os aviadores, a carreira terá sequência na Base Aérea de Natal (RN) e na de Fortaleza (CE) no ano que vem, onde eles seguirão para a especialização operacional já definida (caça, asas rotativas, transporte ou patrulha). Ao final de 2012 eles estarão prontos para ingressar em um dos esquadrões da FAB.

Agenda de Setembro

Confira todos os eventos programados para o mês de Setembro na cidade de Pirassununga. Estamos com preço especial para hóspedes que participarão da festa Pacifique Ação.

Intervenções urbanas

Intervenções urbanas são manifestações artísticas, geralmente realizadas no centro de grandes metrópoles e nas praças ou espaços de maior circulação nas cidades do interior. Podem ser esculturas, grafites, cartazes, música, dança, cenas de teatro ao ar livre, entre outras.

Elas se caracterizam por se apresentarem a céu aberto. Uma poesia embaralhada afixada num painel, por exemplo, é um convite para que as pessoas parem a correria do dia-a-dia e dediquem alguns minutos para decifrar aquelas imagens ou palavras.

MULTIMÍDIA DE ARTE:
Em Pirassununga, o “Multimídia de Arte: Intervenções Urbanas de Pintura e Poesia”, aconteceu pela primeira vez em 1993, na praça Conselheiro Antonio Prado, centro da cidade. Todos os segmentos foram convidados a participar: música, dança, teatro, literatura, artes plásticas, capoeira e manifestações folclóricas. Era realizado no mês de agosto, como parte da programação de aniversário da cidade.

Com o tempo, as intervenções concentraram-se mais na pintura e na poesia. O público tinha a chance de acompanhar, de perto, a execução da obra, do início ao fim. Os trabalhos ali permaneciam até o dia 31 de agosto, como uma declaração de amor dos artistas à Pirassununga.

As “Intervenções Urbanas de Pintura e Poesia” contavam, também, com as participações da Corporação Musical Pirassununguense, Banda Sinfônica Jovem do Conservatório Cacilda Becker, Associações de Capoeira APACAP e Nativa, Grupo de Danças Parafolclóricas de Pirassununga, entre outros.

25 anos sem Thatu Pereira

Há 25 anos, nesse mesmo dia, levamos uma porrada na cara, literalmente. Na madrugada de 18 de julho de 1989, perdíamos, vítima de um acidente automobilístico, na estrada que liga Descalvado à Porto Ferreira, Luiz Carlos Pereira Júnior, o Taturana, o Tathu Pereira.

Naquela mesma semana, eu, o Júnior (Thatu) e a esposa Jusceli nos encontramos, casualmente, na Lanchonete La Bamba. Era o nosso último “mesa de bar”, sem que nos déssemos conta daquilo que estava por vir. Só depois, com o tempo, consegui refletir e analisar os assuntos que discutimos e as conclusões a que chegamos, num grau de lucidez sem precedentes. Era uma declarada despedida.

No sábado, véspera do acidente, no Salão Nobre do Instituto de Educação, assisti, em companhia de Jusceli, esposa do Thatu, ao primeiro concerto da Orquestra de Câmara da EACP – Escola Artístico Cultural Pirassununga -, que Ivo Wohnrath Filho lançava naquela oportunidade, tendo Washington Luiz de Andrade seu mestre de cerimônias.

Naquela noite, por razões profissionais, Thatu ali não estava. Tinha um compromisso a cumprir com sua banda, na cidade de Descalvado.

Passados 25 anos, ao descrever esses momentos, lembro-me de detalhes que continuam vivos em minha memória: o Salão Nobre, a disposição das cadeiras, as pessoas que ali estavam… Afinal de contas, era uma noite significativa para a cultura local. A cidade ganhava a sua primeira orquestra de câmara. Um marco histórico absoluto. Estávamos vibrando com aquela conquista. Encerrado o concerto, me despedi de Jusceli, peguei minha CB preta e fui direto para o La Bamba, ao encontro dos amigos que lá estavam.

No dia seguinte, domingo (18), após o almoço, como de costume, saí com minha moto para arejar a cabeça. Ao passar aleatoriamente pela praça São Benedito, me deparei com vários amigos em frente e nas imediações ao velório. Parei, imediatamente, para saber o motivo daquela aglomeração, quando recebi a notícia de que o nosso querido Thatu havia partido. Um pesadelo.

Um pesadelo. Um misto de revolta, desespero (..) tomava conta de todos nós que lá estávamos, atônitos, sem chão, sem direção, tentando entender aquela tragédia. Por que uma criatura especial como o Taturana teria nos deixado tão precocemente, aos 33 anos? Difícil entender, difícil de aceitar…

Para cada criatura de seu convívio Tathu deixou distintos legados. Filósofo, poeta, músico, psicólogo, mediador, visionário, ator, físico, conselheiro, compositor, arranjador (…), Thatu navegava por diferentes áreas do conhecimento.

Muitos o tinham como doido. Era um doido mesmo, porque vivia intensa e loucamente a sua arte, dividindo seus conhecimentos com todos aqueles que dele se aproximavam. Expressou-se por inteiro. Cativante, era um sábio, uma criatura adiante de seu tempo.

“CRAQUES DE BOLA”

Eu e Taturana cursamos o ginásio no Instituto de Educação. Fazíamos parte da mesma turma de Educação Física. Éramos tão ruins no trato com a bola, que quando o professor Edirez Peres durante a aula escalava dois alunos para montar cada qual sua equipe – voleibol, basquete, futsal ou handebol – ninguém nos escolhia. Toda vez era a mesma coisa! No final das contas, olhávamos um ao outro e morríamos de rir. Era tudo o que a gente mais queria.

FESTIVAL DE MÚSICA POPULAR

Quando da realização do FEMUPPI – Festival de Música Popular de Pirassununga -, no ano de 1985, tivemos a grande chance de prestar-lhe uma homenagem. Thatu foi o “Homenageado do Ano” daquele importante movimento musical nos anos de 1980, que revelou novos talentos e reuniu músicos de diversas partes do país.

Não foi fácil convencê-lo a aceitar o convite. Entretanto, com muitos argumentos, conseguimos fazer com que ele aceitasse. Por duas edições consecutivas, Thatu Pereira presidiu o júri do Festival de Música Popular de Pirassununga.

SEMANA THATU PEREIRA DE MÚSICA

Para perpetuar a memória de Luiz Carlos Pereira Júnior, no ano de 1994, na terceira gestão do prefeito Fausto Victorelli, por iniciativa do vereador Nivaldo Sérgio Ranciaro, o Poder Legislativo aprovou a Lei Municipal n.º 2.546/94, instituindo a Semana Thatu Pereira de Música.

A Semana da Música presta tributo a Thatu Pereira, e também homenageia os músicos e formações afins existentes no município. O evento acontece de 15 a 22 de novembro de cada ano, sob os auspícios da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo, com a realização de diversos eventos.

EXPERIÊNCIA QUE SÓ AGORA COMPARTILHO

Esse fato que relato agora, aconteceu comigo numa das edições da Semana Thatu Pereira de Música. É a primeira vez que compartilho tal experiência.

Numa das noites do evento, quando dois músicos se apresentavam, repentinamente, deparei-me com a figura de Thatu Pereira no palco. Não era possível! Fiquei paralisado. Pensei em comentar o que via com alguém ao meu lado, mas fiquei em silêncio, contemplando e ao mesmo tempo tentando entender aquele momento.

Por via das dúvidas, cheguei a fixar meu olhar para aquela foto grande dele – o bunner da Semana Thatu Pereira -, que estava sobre o palco, para descartar ou não qualquer possibilidade de fixação de imagem, devaneio ou algo parecido. Mas era tudo muito nítido: Thatu estava lá, em pé no palco, de branco, entre os violeiros, observando-os com expressão de encantamento, atento ao solo que executavam.

Mantive-me calmo. Olhei ao meu redor para me certificar se alguém mais pudesse estar contemplando aquilo que se passava diante de mim. Depois, dirigi novamente o meu olhar, com mais firmeza ainda, para o centro do palco. Taturana continuava no mesmo local, onde permaneceu até o final daquela execução.

Impossível traduzir essa emoção em palavras. Nunca tive predisposição para vidência, mediunidade, essas coisas. Até então, nada parecido havia ocorrido comigo. Só fui relatar essa experiencia dias depois, a algumas pessoas mais próximas apenas.

25 ANOS SEM THATU PEREIRA

Que falta você nos faz, amigo Júnior!
Luiz Carlos Pereira Júnior, o Thatu Pereira, foi e continuará sendo um símbolo de luta e resistência. Uma referência e tanto para os amigos e um modelo a ser seguido pelas novas gerações de músicos.

Filho de Luiz Carlos Pereira e Adelaide Sundfeld, Luiz Carlos Pereira Júnior nasceu no dia 22 de novembro de 1955, dia de Santa Cecília, protetora dos músicos. Se estivesse entre nós, completaria 59 anos no dia 22 de novembro de 2014, Dia da Música.

Thatu Pereira deixou a esposa Jusceli e um lindo casal de filhos – Luiz Henrique e Marina -, a mãe Adelaide, a avó Acácia, os irmãos Célia e Maurício e uma legião de amigos e seguidores inconformados por tão lamentável perda.

E se um dos seus grandes sonhos era o de formar músicos, isso ele soube fazer com absoluta maestria. Graças ao seu carisma e incentivo, Pirassununga teve no final dos anos de 1970 e em quase toda a década de 1980, o maior número de grupos musicais de toda sua história.

Talentoso, carismático, polêmico, crítico, (…), ousado… provocador. Adjetivos não faltam para definir esse mito que marcou época e influenciou gerações de seu tempo. Luiz Carlos Pereira Júnior – o Taturana, o Thatu Pereira que conhecemos e aprendemos a admirar.

Sua passagem foi meteórica, mas intensa o suficiente para marcar profundamente a vida de todos aqueles que dividiram com ele o espaço do palco e o espaço da vida.

THATU IS ALIVE!
Thatu Pereira está vivo na memória e no coração de cada um de nós. Saudades, meu irmão!

VÍDEO PRODUÇÃO “THATU IS ALIVE” ESTÁ NO YOUTUBE

Para marcar os 25 anos sem Thatu Pereira, disponibilizamos no YouTube a vídeo produção “Thatu is Alive” (“Thatu está Vivo”), lançada em 1994, com depoimentos de músicos, professores, parceiros de bandas, alunos, amigos e admiradores: Ivo Vonhrath Filho, Eduardo Del Nero, Beno Papa, Cláudia F. Prado, José Eduardo Giardulli, Luiz Gonzaga Neves Melo, Maurício Abou Mourad, Fernando Benini, Cesar Malinverni, Paulo Aggio, Kuka Del Nero, Leco, Marcos Pirajá Sgassábia, Rogério Soares e Nivaldo Sérgio Ranciaro.

Eles revelam situações inusitadas, projetos ousados, acontecimentos hilários e ações que marcaram e os fizeram se aproximar do músico, compositor e arranjador pirassununguense Thatu Pereira.

“Thatu is Alive” é uma realização da KIND OF MAGIC Vídeo Produções. Edição e montagem: Luiz Omar Marzagão Barbuto. Direção e Coordenação: Roberto Bragagnollo.

Vamos divulgar este link: https://www.youtube.com/watch?v=xPfiq4Co6Xw para que este registro único sobre a vida e obra desse grande artista seja compartilhado com nossos amigos nas redes sociais. Vamos divulgar ao mundo quem foi Thatu Pereira!

Fest Show 2014 

A Prefeitura Municipal anuncia a programação da Fest Show 2014!

No feriado municipal de quarta-feira, 6 de agosto, aniversário da cidade terá um evento especial, a Sec. de Cultura e Turismo promoverá o Show de Radio e Tv noLago Municipal Temístocles Marrocos Leite com vários artistas: João Bosco & Vinícius; Rick & Renner; KLB; Lucas & Luan; Ricardo & João Fernando; Rodrigo Andrade; João Pedro & Cristiano; Grupo Rhaas; João Lucas & Matheus; e Otávio Augusto & Gabriel e Tuta Guedes.
Ainda no feriadão de Aniversário da Cidade, haverá show com o Padre Fábio de Mello no Centro Cultural de Eventos “Dona Belila”.

No dia 7 de agosto, um outro show muito esperado com o cantor evangélico Régis Danese. A dupla Maria Cecília & Rodolfo se apresenta na sexta dia 8. Dia 9, sábado, o som fica por conta do grupo de pagode Art Popular. E finalmente, domingo 10, as bandas da cidade fazem o encerramento da Semana da Cidade.

Simultaneamente a todas as apresentações que serão realizadas no Centro Cultural de Eventos “Dona Belila”, entre quarta-feira à noite e domingo, haverá a participação de entidades beneficentes da cidade, (as entidades e associações interessadas deverão procurar pela Secretaria Municipal de Cultura, em horário comercial, até terça-feira, dia 29), além de exposições de orquídeas, artesanato e de carros antigos, entre outras.
“A intenção desta festa é oferecer entretenimento e lazer gratuitamente”, reiterou a prefeita Cristina do Léssio.

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Folia de Reis

“Senhor e dono da casa, vai chegando a folia
Vem beijar a nossa bandeira e escutar a cantoria!”

RIQUEZA MINEIRA

Diferentemente dos paulistas, os mineiros nascem aprendendo a respeitar, valorizar e perpetuar as riquezas de sua cultura popular. Em Minas, o patrimônio cultural material e imaterial está vivo e mineiro que é mineiro se orgulha muito disso.

No Estado de São Paulo, nos idos de 1940 e i1950, raposas políticas “visionárias”, movidas por interesses pessoais, lançaram a ideia de que São Paulo para se desenvolver sem ter que dividir com outros demais estados a riqueza de sua arrecadação, deveria se separar do Brasil. Ohhhh! Ohhhh! Criaram até um slogan de efeito, que ficou muito conhecido: “São Paulo é a locomotiva do progresso do Brasil”.

Para ser “locomotiva” – símbolo do que existia de mais avançado em tecnologia para a época – e vender a “modernidade” tão cobiçada, era preciso jogar para debaixo do tapete as “ignorâncias”, ou seja, as manifestações ligadas à cultura popular: danças folclóricas, moda de viola, catira, congadas, folia de reis, etecetera e tal.

Na visão daqueles “estadistas”, daquela “gente do bem”, tais manifestações afetariam a imagem de “modernidade” que se pretendia para São Paulo, qu estava prestes a se tornar um “país”. Esse genocídio cultural , eliminou de vez o que São Paulo tinha de melhor. Destruiu nosso mais rico patrimônio.

O Brasil é formado por vários “Brasis”, tamanha a diversidade cultural que encontramos em cada pedacinho de chão, em cada estado da nação. Se cada estado manifesta particularidades próprias de sua cultura, você saberia me dizer o que diferencia culturalmente São Paulo dos demais estados? É difícil responder, não é? Enquanto Minas celebra o que tem de melhor, São Paulo luta na tentativa de resgatar as tradições perdidas. Lamentavelmente, tudo o que fizermos na sôfrega tentativa de recuperar o que nos foi roubado terá sido em vão.

No final da história, São Paulo não se separou do Brasil, como aqueles “nóias” pretendiam, e a nossa cultura absurdamente execrada, dizimada. Ali, na prática, todos os elos culturais foram despedaçados. As gerações subsequentes, num determinado momento, passaram a ter vergonha da própria cultura que os seus antepassados vivenciaram.

Entretanto, logo ali, bem ali, pertinho, como numa “esticadinha de beiço”, na divisa dos estados, a cultura mineira está viva, protegida, preservada, enraizada em todas as gerações. É o povo que sai às ruas conduzindo, difundindo e multiplicando essa e outras importantes manifestações.

Em Minas Gerais, Folia de Reis, essa festa de devoção e fé, de tradição família, é celebrada em todos os lugares. Os grupos de foliões iniciam sua jornada no dia 24 de dezembro com visitações e cantorias pelas casas, cuja mensagem é a peregrinação do caminho percorrido pelos três reis magos para estarem diante do menino Jesus. As visitas terminam no dia 6 de janeiro e encerram com confraternizações.

“A esmola que vóis dá / Nois viemo arrecebê / O glorioso santo Reis / É quem vai agradecê.
-Santo Reis pede esmola / Não é ouro nem dinhêro / Ele pede um agitoru (adjutório) / Um alimento pros festero.
Ó de casa, ó de casa / Alegra esse moradô / Que o glorioso santo Reis / Na sua porta chegô.
Aqui está o santo Reis / Meia-noite foras dora / Procurou vossa morada / Pedino a sua ismola”.

Roberto Bragaganollo

Nova Unidade Da Escola Paula Souza Ganha Painéis Artísticos

Para abrigar a nova unidade da ETEC – Escola Técnica Estadual Aviador Gustavo Klug -, da Escola Paula Souza, as antigas instalações da EE General Asdrúbal da Cunha passaram por uma substancial reforma para receber, a partir de 2015, o curso técnico de Mecatrônica, entre outros.

Por iniciativa da prefeitura de Pirassununga, por meio das secretarias de Educação e Planejamento e Desenvolvimento Econômico, o espaço externo daquela unidade terá painéis artísticos destacando obras de grandes pintores brasileiros.

Segundo a secretária Débora Raquel Rosin Delphino de Moraes Leme, do Planejamento e Desenvolvimento Econômico, ao todo serão 6 painéis totalizando 30 obras, aproximadamente.

Quem passa pela rua Antonio Magnani não resiste e acaba parando para saber o que está acontecendo e apreciar a execução dos trabalhos pelos artistas Gilmar Bezerra e Paulo Cesar Bertazzi, ambos servidores da Secretaria de Obras e Serviços.

Neste primeiro painel, um dos destaques é a obra “Abaporu”, da artista Tarsila do Amaral (veja texto ao lado sobre a obra). Além dela, outros nomes consagrados, como Di Cavalcanti e Cândido Portinari também foram escolhidos para compor os painéis que vão embelezar e enriquecer a parte externa da antiga EE General Asdrúbal da Cunha.

“A vizinhança aprovou”, conta Gilmar Bezerra. “Todos que por aqui passam comentam e elogiam a iniciativa da prefeitura”, completa o artista. Não existe uma data definida para a conclusão dos painéis.

Segundo a prefeita Cristina Aparecida Batista e o secretário Kleber Gabriel, de Cultura e Turismo, outros espaços públicos também serão contemplados com obras de arte. “Em breve, estaremos disponibilizando outros locais para que os nossos artistas possam expressar a sua arte”, disse a prefeita.

ABAPORU, O HOMEM QUE COME GENTE

“Abaporu” é uma clássica pintura do modernismo brasileiro, da artista Tarsila do Amaral. O nome da obra é de origem tupi-guarani que significa “homem que come gente” (canibal ou antropófago), uma junção dos termos aba (homem), pora (gente) e ú (comer).

A tela foi pintada por Tarsila em 1928 e oferecida ao seu marido, o escritor Oswald de Andrade. Os elementos que constam da tela, especialmente a inusitada figura, despertaram em Oswald a ideia de criação do Movimento Antropofágico.

O Movimento Antropofágico consistia na deglutição da cultura estrangeira, incorporando-a na realidade brasileira para dar origem a uma nova cultura transformada, moderna e representativa da nossa cultura.

O quadro “Abaporu’ foi vendido em 1995 para o argentino Eduardo Constantini por US$ 1,5 milhões de dólares. Ele está exposto no MALBA – Museu de Arte Latino-Americana de Buenos Aires.

Por Roberto Bragagnollo

Origem do dia da Piracema

CACHOEIRA DE EMAS É O MAIOR BERÇÁRIO DE ÁGUA DOCE DO ESTADO DE SÃO PAULO

Pirassununga é o único município brasileiro que celebra com feriado um dos mais belos espetáculos da natureza, a piracema. Isso ocorre desde o ano de 1967, por iniciativa do prefeito Fausto Victorelli, que instituiu, por meio de um decreto, o Dia da Piracema. A piracema era também conhecida como a “rodada dos peixes”.

Em Cachoeira de Emas, essa história teve início faz cerca de 90 anos, a partir de uma manifestação de fé que os moradores daquele pequeno povoado faziam todos os anos no dia 8 de dezembro, consagrado à Nossa Senhora Imaculada Conceição, a padroeira do lugar. Se na capelinha de pau a pique louvavam a santa, ali, bem ao lado, nas corredeiras do rio Mogi-Guaçú, um espetáculo chamava a atenção de todos: a subida dos cardumes saltando por entre as pedras da topava. Ao fim das rezas, não havia quem não se maravilhasse com aquilo tudo.

Boca a boca a notícia se espalhou. A cada ano, no dia 8 de dezembro, fieis e curiosos vinham da cidade e de lugares cada vez mais distantes, alguns para rezar, outros apenas para contemplar a “rodada”. Havia tantos dourados e curimbatás, que esses peixes eram facilmente capturados com as mãos ou sacos de estopa. Com um simples guarda-chuva aberto, nas proximidades da barragem, era possível “fisgar” belos exemplares. Com o passar dos anos, aquela pequena mobilização em torno da fé de seus moradores, deu a Cachoeira de Emas a fama de um dos mais bonitos recantos turísticos do interior paulista.

PIRACEMA TEM DIA SÓ EM PIRASSUNUNGA
No calendário oficial do país não existe o Dia Nacional da Piracema, mesmo porque ela não ocorre num dia pré-determinado. A piracema é o período do ano – de outubro a março – no qual os peixes sobem os rios até suas nascentes para desovar.

A instituição do Dia da Piracema inseriu Cachoeira de Emas no cenário turístico de Estado de São Paulo. Na prática, foi o primeiro ato oficial a enxergar o turismo como uma de nossas vocações. Em toda a sua extensão, da nascente em Minas Gerais até desembocar no rio Grande, é em Cachoeira de Emas que o rio Mogi-Guaçu tem o seu principal ponto turístico. Ali, o espetáculo da subida dos peixes tem a sua mais extraordinária e exuberante vitrine, aos olhares dos milhares de turistas, que todos os anos visitam nosso principal polo turístico.

Lamentavelmente, a poluição empobreceu a vida no rio, prejudicando, quantitativa e qualitativamente, a essência e a beleza desse espetáculo, no mesmo local onde, no ano de 1625, os índios quando aqui chegaram identificaram como “lugar onde o peixe ronca, faz barulho, rumoreja”.

FESTA DA PIRACEMA
Ao longo desses anos, na visão e no interesse de cada governante, a Festa da Piracema vem sendo marcada por inúmeros eventos.

Nos anos de 1960, a “Festa das Nações”, que era realizada em frente à Escola “Eloy Chaves”, marcou época. Shows musicais, competições de caiaque, plantio de árvores, repovoamento de alevinos, entre outras ações, também ocorreram em diferentes épocas. E, mais recentemente, a FENACEMA – Festa Nacional da Piracema – com recinto fechado e sem a cobrança de ingressos, trouxe um novo conceito de entretenimento ao introduzir o festival gastronômico com ênfase ao peixe, destacando pratos típicos de diversas regiões brasileiras, parque de diversões, shows com grandes nomes da música brasileira, entre outros atrativos.

O evento também incluiu o “Festival Folclórico”, a “Parada da Piracema”, com o desfile das famílias pioneiras que chegaram ao distrito, alunos da EE “Eloy Chaves”, pescadores da Colônia Z-25 de Cachoeira de Emas e a “Festa a Iemanjá”, cuja devoção no sincretismo refere-se a Nossa Senhora Conceição Aparecida, também festejada no dia 8 de dezembro.

Infelizmente, por razões orçamentárias características de final de ano, quando as verbas se esgotam, a Festa Nacional da Piracema acabou perdendo algumas de suas principais particularidades.

TRADIÇÃO DE FÉ E TURISMO
A celebração da padroeira Nossa Senhora Imaculada Conceição continua sendo um dos mais importantes acontecimentos da comunidade. No dia 8 de dezembro acontece todos os anos a Procissão Fluvial, que vem da cidade de Porto Ferreira conduzindo a imagem da padroeira até a “prainha” de Cachoeira de Emas, seguida de missa campal na capelinha histórica.

Nos restaurantes, bares e chalés os turistas saboreiam uma das mais deliciosas peixadas. A vitrine do artesanato local e uma grande diversidade de produtos estão à disposição dos visitantes no Centro Comercial “Eunice Rosa”. Tem também os passeios de barco, onde os visitantes têm a chance de conhecer os ranchos pesqueiros e o pouco do que restou da mata ciliar.

Muito ainda há que ser feito no sentido de dotar Cachoeira de Emas, nosso principal polo turístico, de toda infraestrutura necessária, capaz de acolher, acomodar e entreter, com encantamento e profissionalismo, todos aqueles que nos visitam, seja durante a Festa da Piracema ou em qualquer época do ano. Cada governo luta para fazer a sua melhor parte.

Por Roberto Bragagnollo

Perceu, o dono da Venda

PERCEU PEREIRA DE GODOY

Eis um legado de luta, sabedoria e trabalho… A história desse agricultor e comerciante teve início no meio rural de Pirassununga. Devoto de Nossa Senhora Aparecida, fé e coragem não lhe faltaram para criar os filhos ao lado da esposa Olívia: Zé Maria, Valmir, Terezinha e Regina.

Além de cultivar a terra, abriu um pequeno comércio, a Venda do Perceu, no bairro do Retiro onde residia. Não havia energia elétrica. A luz era a lamparina e a única geladeira existente era tocada a querosene. Além de porções caseiras típicas da roça, as pessoas que por lá passavam se identificavam com a calorosa acolhida.

Perceu pulava cedo da cama. Com sua carrocinha percorria os sítios da redondeza vendendo de porta em porta miudezas como carretéis de linha, botões, agulhas, pente, espelhos, velas, perfumes, entre outras quinquilharias. Com seu caminhão, também vinha para a cidade com a carroceria cheia de produtos colhidos na roça, além de porcos, ovos e frangos caipiras.

Com o passar dos anos, a Venda do Perceu se transformou num ponto de encontro de amigos. Aos domingos, sitiantes e trabalhadores rurais ali se reuniam para bater uma bola, disputar acirradas partidas de truco, de bocha e de malha.

Além da clientela formada basicamente por agricultores, aos poucos os militares da Escola da Aeronáutica foram descobrindo os encantos do lugar. Semanalmente ali se reuniam pra jogar conversa fora e saborear as porções regadas a cerveja e a boa pinga.

Se a fama da tradicional cozinha caipira caiu no gosto de todos, para melhor receber e acomodar a clientela, a Venda do Perceu ganhou uma área externa, com mesinhas dispostas ao ar livre.

A quinta-feira era sagrada em Pirassununga: era dia da “porcada” do Perceu. Tinha porções de chouriço, costelinha de porco, pururuca, mandioca e a polenta fritas e os deliciosos biscoitões de polvilho, assados em forno a lenha. Também tinha o Chico Mateus no caixa e a música sertaneja ao vivo, que alegrava o ambiente.

Tempos depois, o espaço ganhou nova estrutura, com cozinha muito bem equipada e sanitários amplos, e área externa com estacionamento, lançando assim as bases daquele que seria o primeiro restaurante rural de Pirassununga, que servia no almoço de domingo a mais variada opção de pratos típicos da cozinha caipira da região.

Na verdade, o “Perceu” virou referência turístico-cultural, atraindo visitantes de outras regiões e de outros estados. Os telejornais da EPTV e o programa “Coração Brasileiro”, do SBT, ali produziram matérias de grande repercussão.

Outra tradição que Perceu e Dona Olivia cultivavam todos os anos, e que merece ser lembrada, era o Terço de São João. Ao anuncio de cada mistério Perceu acendia um rojão de vara, riscando as noites estreladas do Retiro. Após o erguimento do mastro eram servidos quentão, anisete, biscoitões de polvilho, bolos, entre outras guloseimas. O Terço de São João teve que ser interrompido devido a chegada de ciganos que por ali se instalaram, causando transtornos as famílias que moravam ali na redondeza.

Sãopaulino roxo, Perceu Pereira de Godoy faleceu no dia 23 de julho de 2008, deixando um rico legado a todos que tiveram o privilégio de tê-lo por perto. Querido por todos, não havia quem não o conhecesse.

Em 2006, Perceu foi homenageado pela prefeitura com a “Medalha Huquiles De Carli de Incentivo às Tradições Caipiras” pela sua contribuição a cultura popular tradicional, no resgate dos pratos típicos da cozinha caipira no bairro do Retiro, região rural de Pirassununga.

Naquele mesmo ano, a Secretaria de Cultura e Turismo incluiu a Venda do Perceu no espaço cenográfico, montado no Centro Cultural de Eventos Dona Belila para a encenação do Auto Caipira Semana Nenete – o “Arraial do Tijuco Preto” -, hoje Memorial da Cultura Caipira. Perceu se emocionou ao se deparar com a homenagem.

Infelizmente, para tristeza de todos nós, a Venda do Perceu teve suas atividades encerradas em 2012.

Se no bairro do Retiro a Venda não mais existe, no “Arraial do Tijuco Preto”, da Semana Nenete, a memória da Venda e do dono da Venda, Perceu Pereira de Godoy, com o apoio da prefeitura, todos os anos estará presente, graças ao esforço e dedicação da filha Terezinha, do genro Chico Capelleto e das netas Paulinha e Patrícia.
Muitas saudades…

Por Roberto Bragagnollo