Eufrosina, A Santa Que Pirassununga Consagrou

PATRIMÔNIO IMATERIAL DA CULTURA CURIMBATÁ

Poucos conhecem esse importante acontecimento ligado a fé popular de Pirassununga, de grande repercussão para a época, ocorrido em meados do século XIX, na região de Cachoeira de Emas.

É a história de vida (..) de vida e de morte da menina Eufrosina, acometida pela lepra (hanseníase), que vivia isolada numa choupana, deformada pelas feridas. que tomavam conta de seu corpo. A doença infectocontagiosa atacava a pele, os olhos e os nervos e excluía os seus portadores do convívio social. A sequência e o desdobramentos dos fatos merecem a atenção de todos nós que amamos esta Terra Curimbatá.

A HISTÓRIA DE EUFROSINA

Eufrosina nasceu em Pirassununga no ano de 1864, no bairro Campo Alegre, região de Cachoeira de Emas. Filha de pais portadores da hanseníase (lepra), aos quatro meses foi abandonada num pasto pela mãe.

Um casal a adotou, até que a doença nela se manifestasse, aos 6 anos de idade. Para melhor protegê-la, o padrinho construiu um rancho à beira da estrada, entre Cachoeira de Emas e Santa Cruz das Palmeiras.

A menina vivia trancada e despida, a espera de água e comida. Quando tudo lhe faltava, se alimentava de larvas e insetos e dividia num cocho o sal grosso com o gado. Para espantar o medo, rezava e cantava hinos religiosos. Eufrosina tinha dois irmãos, também portadores da doença, que sobreviviam de esmolas. Aos 12 anos a hanseníase já havia desfigurado a menina.

MORTE E RESSURREIÇÃO

Segundo relatos, Eufrosina teria morrido aos 16 anos. O pai adotivo, ao encontrá-la sem vida, estendeu seu corpo sobre um estaleiro e saiu a procura dos irmãos para dar-lhes a notícia. Ao regressarem, o susto: estava viva e curada da lepra.

A notícia logo se espalhou e atraiu centenas de pessoas ao local. Ao padrinho e aos irmãos, Eufrosina explicou que “voltou” graças a uma “Licença Divina” de 23 dias de vida que recebeu. Contou que que tinha sido “devolvida” por não ter cumprido sua missão, já que havia lhe faltado humildade: tinha vergonha de pedir esmolas. Contou, também, que havia “retornado” para revelar episódios que iam acontecer e que todos deveriam saber.

PROFECIAS

Aos 16 anos, sem qualquer instrução, comovia a todos ao citar fatos “assombrosos” que iriam ocorrer. Em 1880, previu no seu linguajar as guerras mundiais (1914/18 e 1939/45), e que uma doença acabaria com o gado (febre aftosa).

Antecipou o surgimento de carros e aviões, ao dizer que as carroças andariam sem animais e que o homem ia voar. Falou, também, que as mulheres usariam calças compridas e se comportariam como homens.

Adiantou que, logo após a sua morte, as pessoas ali presentes, ao retornarem aos seus lares, encontrariam poças d’água cheias de peixes vivos, que deveriam ser levados como alimento para suas casas.

Aqueles que conheceram Eufrosina e testemunharam os fatos, contaram aos seus filhos e esses aos seus netos e tataranetos, que as profecias se concretizaram.

SEGUNDA MORTE

Completados os vinte e três dias da “Licença Divina” que recebera, Eufrosina morreu na hora marcada, à vista de muitas pessoas. Decidiu que seria enterrada em Santa Cruz das Palmeiras, porque o padre de Pirassununga lhe fazia pesadas críticas pelo fato de reunir centenas de fiéis que a procuravam em busca de milagres. Em seu túmulo, em Santa Cruz das Palmeiras, milhares de fiéis acenderam velas, pediram e alcançaram curas.

Com o crescimento da cidade, a área onde estava instalado o primeiro cemitério de Palmeiras acabou sendo loteada. Porém, o único jazigo preservado daquela necrópole foi o de Eufrosina. A família que adquiriu o lote onde ficava o jazigo, por respeito e devoção, preservou o local que lá está até hoje.

SANTA EUFROSINA

Os moradores da região do bairro Campo Alegre contavam que ouviam Eufrosina cantar todas as noites. Como forma de homenageá-la, no ano de 1910, ergueram no local uma orada de taipa que, anos depois, fora substituída por outra de alvenaria.

A Igreja Católica ao ali se instalar denominou a igrejinha existente de “Capela de Santa Eufrosina”, referindo-se a Santa Eufrosina, monja que viveu no século V, em Alexandria, canonizada pelo Papa. A escolha da padroeira do bairro foi inspirada na santidade que as pessoas conferiam à menina Eufrosina.

MILAGRES

Muitos milagres foram atribuídos a Eufrosina. Mesmo com o passar dos anos, o culto piedoso em torno dela se mostra vigoroso nos dias atuais. Em décadas passadas, inúmeras meninas, ao nascerem, receberam o nome de Eufrosina, em agradecimento a alguma graça alcançada pelas famílias, por intercessão da menina santa.

Num túmulo simbólico construído em 1969 pela família Furlan, ao lado da capela, os devotos nunca deixaram de rezar, de acender velas e fazer pedidos. Hoje, a capela está sendo aos poucos restaurada. Numa pequena sala, atrás do altar, restaram pocas fotos, muletas e objetos deixados pelos féis que alcançaram graças. Das pequenas edificações que existiam no entorno da capela – entre eles a “sala dos milagres” – só restaram ruínas. Devido a ação de vândalos, não mais existe energia elétrica no local.
Comenta-se que a família Pavani, proprietária da área onde está a capela, teria intenções de restaurar a capela, que no passado, no dia 25 de setembro, centenas de fiéis ali se reuniam todos os anos para celebrar a Festa de Santa Eufrosina, com novenas, missas, procissões, leilão de prendas e a presença encantadora da Corporação Musical Pirassununguense.

Que tal compartilharmos a todos nossos amigos do Facebook essa tão rica história? Não podemos deixar “morrer” esse extraordinário episódio, que comoveu, inspirou, fortaleceu a fé de inúmeras gerações. Isso é história!

Roberto Bragagnollo

NOTA – O texto acima, que ganhou destaque durante a realização da Semana Nenete de Música Sertaneja de 2010, foi baseado na matéria “História da Santa Eufrosina”, do pesquisador e professor Manuel Pereira de Godoy, publicada no Jornal O Movimento no ano de 1966. Ouvimos, também, vários moradores de Pirassununga, Cachoeira de Emas e Santa Cruz das Palmeiras que, baseados em relatos de seus antepassados, ajudaram a esclarecer pontos importantes que estavam confusos. Nossos agradecimentos a todos que colaboraram.

NENETE, DORINHO E NARDELI

Por Roberto Bragagnollo

QUEM FOI NENETE? 
Waldemar Castelar de Franceschi – o Nenete – nasceu no ano de 1919 em Santa Adélia-SP e veio para Pirassununga com apenas 10 anos. Nos anos de 1940, Nenete iniciou sua carreira artística na Rádio Difusora de Pirassununga, ZYI-3. Participou da dupla “Nenete e Ditinho” no ano de 1943 e do “Trio Saudade”, com Ninão e Nininho.

Com o “Trio Saudade”, atuou na Rádio Record, no programa “Hora dos Municípios”, apresentado por Genésio Arruda, entre 1947 e 1955. Durante 5 anos, com o nome artístico de Limeira, formou dupla com Luizinho, atuando por um ano nos programas “Imagens do Sertão” e “Alma da Terra”, da Rádio Tupi.

Nenete e Dorinho (Izidoro Cunha) se conheceram em 1954, no Concurso de Violeiros do IV Centenário da Cidade de São Paulo. A partir dali, formaram a dupla e gravaram, em 1958, as músicas “Teu Castigo” e “Meu Perdão”.

Com o sanfoneiro Nardelli (Antônio Onofre Figueiredo), formaram um trio de sucesso que se apresentava na Rádio Tupi: “Nenete, Dorinho e Nardelli”, que ficou muito conhecido como o “Trio de Ouro do Rádio Brasileiro”, o mais premiado do Brasil, quando conquistaram o troféu Roquete Pinto, uma espécie de “Oscar Brasileiro” daquela época.

Em 1966, Nenete assumiu a produção artística da Gravadora RCA Victor, uma das maiores potências fonográficas do país.

DISCOGRAFIA
Nenete compôs e gravou mais de 400 músicas. Sua discografia impressiona, Só pela RCA Victor lançou 60 discos de 78 rpm, 22 long-plays, 16 compactos duplos e 28 compactos simples.

Nenete faleceu no dia 28 de dezembro de 1988, vítima de uma tentativa de assalto em sua residência em Pirassununga. Sua obra é citada como referência e seu nome, sempre lembrado como um dos artistas que mais contribuíram para transformar a música de raiz em patrimônio da identidade nacional.

A Semana Nenete de Música Sertaneja foi criada em 1995 por iniciativa do vereador e radialista Edson Sidinei Vick, através da Lei Municipal n.º 2.656.

QUEM FOI DORINHO?
Izidoro Cunha, o Dorinho do “Trio de Ouro do Rádio Brasileiro”: Nenete, Dorinho e Nardeli, nasceu na cidade de Bernardino de Campos, interior paulista.

Com apenas 8 anos de idade, já fazia sucesso cantando nas festinhas da escola onde estudava e em aniversários. Em 1953, por motivos de saúde, teve de se mudar para São Paulo. Foi lá que Dorinho conheceu o cantor Doro, que o convidou para formar a dupla Doro e Dorinho.

Em 1954, Doro e Dorinho participaram do Concurso de Violeiros do IV Centenário de São Paulo, realizado no Ibirapuera, onde Nenete era um dos jurados do certame. A dupla não ganhou o festival, mas foi a voz de Dorinho que chamou a atenção de Nenete, que logo fez chegar às mãos de Dorinho um bilhete, marcando um encontro em seu apartamento.

Nascia alia a dupla Nenete e Dorinho. Naquele mesmo ano, 1954, gravaram o primeiro disco com a música “Milagre das Rosas”. Depois vieram outros. Mas o grande sucesso de Nenete e Dorinho viria mesmo com o quinto disco, com a música “Vinte Anos”.

Artistas contratados pela Rádio Tupi, Nenete e Dorinho conheceram o sanfoneiro Antônio Onofre Figueiredo, o Nardeli. A partir dali, a dupla se transformou num trio: Nenete, Dorinho e Nardeli.

O “Trio de Ouro do Rádio Brasileiro”, como ficou conhecido, viajou por esse país afora, cantando e encantando plateias. Num dado momento, Nenete adoentou-se. Impossibilitado de viajar, Dorinho, passou a cantar com o sogro Maracá, pai da Iara.

A dupla Dorinho e Maracá gravou 3 LPs. Depois, foi a vez do sanfoneiro Nardeli deixar o Trio. O sanfoneiro Ponteli o substituiu. Dorinho, Maracá e Ponteli gravaram 3 LPs. Maracá, também por motivo de doença, foi obrigado a deixar a carreira artística.

Dorinho seguiu em frente formando outras parceiras.

A cantora Iara, uma das preferidas de Inezita Barroso, fez, enfim, um convite ao Dorinho e ao Ponteli para formarem o Trio de Ouro: Dorinho, Iara e Ponteli. Com essa formação gravaram 4 CDs – um deles em dose dupla – e o primeiro DVD da carreira.

Dorinho faleceu em 2011, aos 77 anos, na cidade de Campinas. Foram 57 anos de carreira artística. Seu último show aconteceu em Pirassununga, no dia 10 de julho de 2011, ao lado da esposa Iara e do sanfoneiro Ponteli, na 17ª Semana Nenete de Música Sertaneja.

Naquela oportunidade recebeu da prefeitura de Pirassununga a “Medalha Huquiles de Carli de Incentivo às Tradições Caipiras”, como “Destaque do Ano”. O radialista e compositor Geraldo Meireles, o “Marechal da Música Sertaneja”, padrinho da Roda de Violeiros “Joaquim Negrão”, de saudosa memória, fez questão de participar daquela homenagem.

ALÍPIO GODOY NASCEU PARA SER VIOLEIRO

Por Roberto Bragagnollo

Poeta, compositor, catireiro, sanfoneiro, violeiro e cantador…. Homem de fé, nascido no Matão, bairro tradicional da região rural de Pirassununga, “Seo” Alípio sabia como poucos expressar suas mais sinceras emoções.

Além da inseparável sanfona – ele também tocava viola, violão e cavaquinho -, quando a inspiração se avizinhava, tinha sempre um caderno e um gravador por perto para sacramentar suas criações. E foram muitas. As orações e a música sempre estiveram presentes em sua vida, na maior parte dos seus 90 anos muito bem vividos.

Era um caipira nato e se orgulhava disso. Apaixonado pela moda de viola, “Seo” Alípio era um ouvinte de rádio. E foi por meio desse veículo que o conheci e passei a admirar sua valorosa produção autoral, seus sonhos, sua paixão e o seu entusiasmo pela Terra do Senhor Bom Jesus dos Aflitos. Tive, também, o privilégio de assistir a algumas de suas apresentações.

“Seo” Alípio tinha uma especial admiração por João Negrão, um dos mais importantes violeiros e compositores caipiras – o expoente máximo da cultura caipira de Pirassununga na minha modesta opinião -, que transpôs fronteiras com sua música e seu sucesso. Numa das modas a ele dedicada, “Seo” Alípio expressou a admiração que tinha do amigo João Negrão:

PARA TODOS OS VIOLEIROS
(Alípio Godoy)

Eu inventei esta moda,
Com muita satisfação,
Pra falar de todos os violeiros
Que existe neste mundão.
Pra começar minha trova,
Vou falar de João Negrão.
Foi um grande violeiro,
Junto com seus companheiros
Causava admiração.

RODA DE VIOLEIROS
Na Semana Nenete de Música Sertaneja, no ano de 2005, participou com seu regional da primeira edição da Roda de Violeiros da festa, então apresentada pelos radialistas Nerchinho Cunha e Edison Sidinei Vick.

Um expressivo registro sobre sua história e sua obra está preservado no livro “Nasci para ser violeiro”, lançado em 2010. A publicação foi organizada pela professora Anterita Cristina de Sousa Godoy e pelo Jonas Fernando de Godoy, nora e filho de Alípio Luiz de Godoy.

SEMANA NENETE
Todos os anos “Seo” Alípio e seu grupo eram presenças obrigatórias na Semana Nenete. Após as apresentações na Roda de Violeiros, todos se dirigiam ao Rancho Caipira da Pastoral da Criança, onde protagonizavam animadas seleções, desfilando modas que não se ouviam mais. Eram composições próprias, de João Negrão e tantos outros autores.

O poeta, compositor, catireiro, sanfoneiro, violeiro e cantador Alípio Luiz de Godoy faleceu aos 90 anos no dia 17 de novembro de 2009. Na primeira Semana Nenete sem sua presença, em 2010, a prefeitura e os violeiros, em meio a muita emoção, prestaram-lhe homenagens.

Nesta semana, quando Pirassununga resgata e celebra os valores da Cultura Popular Tradicional por meio da 20ª Semana Nenete de Música Sertaneja, registramos aqui nosso preito de saudade a esse ilustre pirassununguense, tão querido e admirado por todos, que inscreveu seu nome e sua obra na história da nossa Cultura Caipira.

Espadim

Na manhã desta sexta-feira (6/7), Cadetes participaram da Cerimônia Militar de Entrega de Espadins, realizada na Academia da Força Aérea (AFA), em Pirassununga, interior de São Paulo. A entrega do espadim é um marco para o Cadete, já que representa o início da carreira como Oficial da Força Aérea Brasileira. É o primeiro passo dado por jovens que sonham se tornar aviadores, intendentes ou infantes.

Após um semestre de intensa preparação, o Cadete do primeiro ano da AFA recebe o espadim, seu símbolo maior, que representa o comando e a nobreza, marcando o início de uma carreira repleta de desafios a serem vencidos rumo ao oficialato.

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Lotação máxima para o InterUSP 2014

A InterUSP é uma das principais competições esportivas do meio universitário. Ela envolve 8 das principais faculdades da Universidade de São Paulo e é reconhecida pelo alto nível técnico de seus jogos e pela organização independente.  Em 2014, a InterUSP chega à sua 30ª edição. A competição será sediada em Vargem Grande do Sul/SP.

A interusp foi iniciada em 1985 e organizada pelas principais atléticas da universidade de são paulo, com intuito de promover a integração dos acadêmicos através do esporte. Desde a sua fundação, a InterUSP passou por algumas modificações: inicialmente participavam apenas seis faculdades: poli (engenharia), medicina pinheiros, medicina ribeirão, são francisco (direito), esalq e engenharia são carlos. Em 1988, a engenharia são carlos foi excluída da competição por desorganização e falta de esportividade. Dessa forma, a interusp foi realizada com apenas as cinco faculdades neste ano.

Em 1989, foi convidada a farmácia para suprir a ausência do caso.

Em 1996, quando a competição tornou-se ainda maior e muito mais competitiva com a inclusão de duas novas faculdades: a fea e a odonto. Desde então, a competição é realizada entre estas oito faculdades e apresenta o maior nível técnico de todas as competições universitárias.
A interusp é tradicionalmente realizada em cidades do interior paulista no feriado de corpus christi. Guardamos ótimas recordações das cidades por onde passamos, tentamos sempre retribuir a hospitalidade que nos foi oferecida.

Em 2010, a comissão organizadora da competição fundou a associação da liga esportiva da interusp – a liga interusp. A criação da liga concretiza o crescimento com responsabilidade da competição nos últimos anos, o que comprova seu destaque no meio universitário. O principal motivo que fez com que a comissão organizadora criasse a liga foi o de profissionalizar ainda mais a competição. Com ela, a interusp alcança maior reconhecimento, o que aumenta a possibilidade de conseguir patrocínios e de desenvolver a competição.

Vale lembrar as cidades que já sediaram a competição:

1985 piracicaba
1986 são carlos
1987 piracicaba
1988 sorocaba
1989 araraquara
1990 monte alto
1991 poços de caldas
1992 batatais
1993 são josé do rio pardo
1994 valinhos
1995 paulínia
1996 ourinhos
1997 marília
1998 itapira
1999 indaiatuba
2000 pindamonhangaba
2001 são roque
2002 araraquara
2003 barra bonita
2004 guaratinguetá
2005 avaré
2006 mococa
2007 atibaia
2008 botucatu
2009 araraquara
2010 santa rita do passa quatro
2011 ourinhos
2012 poços de caldas

Para isso, a comissão organizadora, formada por membros de todas as associações atléticas acadêmicas envolvidas, vem se reunindo periodicamente nos últimos meses a fim de promover a competição. Esta comissão também se responsabiliza pela elaboração de um estatuto e do regulamento técnico da competição. O público envolvido compreende toda a comunidade das faculdades envolvidas e a população da cidade sede do evento.

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FERNANDO COSTA: 128 ANOS

fernando costaFernando de Sousa Costa nasceu em São Paulo no dia 10 de junho de 1886. Era casado com a pirassununguense Anita Costa. Se estivesse entre nós, estaria completando 128 anos no dia de hoje.

Agrônomo e jornalista, Fernando Costa tinha propósitos nobres e soluções arrojadas para um Brasil que sempre acreditou e lutou, mas que até hoje não se encontrou. Em defesa de suas ideias, tento imaginar o esforço hercúleo que teve de empreender para justificar convencer a sociedade tacanha e medíocre de sua época.

De vereador (1911), prefeito de Pirassununga (1912/1927), deputado estadual 1918/1927), secretário de estado da agricultura (1927/1930), ministro da agricultura (1937) à interventor federal do estado de São Paulo (1941/1945), foi o homem público que mais fez por Pirassununga ao longo de sua história. Com olhos vistos ao futuro, construiu alicerces, planejou e preparou Pirassununga para ocupar posição de destaque em todos os cenários: regional, estadual e nacional.

Fernando Costa transformou a corruptela de Pirassununga numa cidade, numa urbe, na melhor acepção da palavra, dando os primeiros e decisivos passos em direção ao desenvolvimento.

Podemos afirmar que Pirassununga está dividida em dois tempos históricos: a Pirassununga antes e a Pirassununga depois de Fernando Costa. Apenas para citar algumas das ações de grande magnitude de Fernando Costa em Pirassununga, aqui estão:

a) A vinda da Escola da Aeronáutica, hoje Academia da Força Aérea;

b) A vinda do Regimento de Cavalaria Divisionário – RCD, que depois abrigaria o 17º RC – Regimento de Cavalaria, seguido pelo 2º RCC – Regimento de Carros de Combate, e hoje 13º RCMec – Regimento de Cavalaria Mecanizado;

c) A criação da Estação Experimental de Biologia e Piscicultura de Pirassununga (1940), em Cachoeira de Emas, que depois sediou o CERLA – Centro Regional Latino-Americano de Aquicultura, que deu origem ao CEPTA – Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Peixes Continentais, que é o centro especializado do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade – ICMBio;

d) A instalação da EPA – Escola Prática de Agricultura, que deu origem ao IZIP – Instituto de Zootecnia e Indústrias Pecuárias, depois CIZIP – Centro Intraunidade de Zootecnia e Indústrias Pecuárias, hoje sede do maior campus da Universidade de São Paulo, com 2.268.033 hectares, que abriga a Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos (FZEA) e a Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ).

O que Pirassununga tem de mais expressivo, que nos diferencia dos demais municípios brasileiros, devemos ao incansável Fernando Costa, um dos mais extraordinários homens públicos que o pais já teve, pela sua ponderação, honradez, capacidade de trabalho, luta, influência, credibilidade e amor a terra.

ACIDENTE NÃO MUITO BEM EXPLICADO
Quando se preparava para a campanha eleitoral, que o levaria ao governo do estado de São Paulo, um acidente automobilístico, ocorrido nas proximidades de Vinhedo, tirou sua vida de forma um tanto estranha. Fernando Costa e seu motorista haviam deixado Pirassununga, numa tarde de domingo, com destino à São Paulo. Numa manobra brusca, para desviar de um veículo que vinha em sua direção, o carro bateu num poste, que caiu sobre o carro, tirando a vida de Fernando Costa. Ao motorista nada aconteceu.

Fernando Costa faleceu no dia 21 de janeiro de 1946.
Só não fez mais, porque “teve que ir embora cedo demais da conta”.
Coisas do Brasil.

Por Roberto Bragagnollo

Bendito templo de instrução, berço de amor e de esperança!

11 de junho de 2014. Parabéns ao nosso querido e eterno Instituto de Educação Estadual “Pirassununga” pelos seus 103 anos de fundação. Nosso orgulho. Nossa Escola.

Show com MAZZAROPI em Pirassununga

MAZZAROPI “EM CARNE E OSSO” NO CINE TEIXA

O show com Mazzaropi aconteceu no Cine Teixa, onde hoje está instalada a Lojas Americanas. Eu (Roberto) tinha 18 anos na época. Naquele dia, tive o orgulho, a alegria e o privilégio de subir ao palco para apresentar ao público pirassununguense aquele que foi e continuará sendo meu grande ídolo. Não perdia a um filme dele. Sempre procurava me informar sobre o que Mazzaropi estava preparando para lançar. Assisti a quase todos nos Cines Odeon, Cacique, Jossandra e no Teixa. 

Durante o show, além das piadas, Mazzaropi cantava sucessos dos seus filmes, composições de Elpídio dos Santos em sua maioria, acompanhado por uma excelente banda.

Em retribuição ao grandioso show que ele acabava de nos proporcionar, naquela noite oferecemos a Mazzaropi e sua equipe um jantar no Restaurante Costa (hoje Graal), do qual participaram o vice-prefeito Rubens Santos Costa e o presidente do COMTUR – Conselho Municipal de Turismo -, professor Décio Pires Barbosa. 

Durante o jantar, Mazzaropi disse algo que, mesmo passados tantos anos, continua muito vivo em minha memória. “Nunca tirei e jamais tirarei do meu bolso aquilo que já ganhei para dar a quem quer que seja. Por outro lado, o dinheiro que vou ganhar, esse sim, se entender que devo ajudar alguém, doá-lo a uma instituição, hospital ou algo semelhante, faço-o do fundo do meu coração, como estou fazendo agora a vocês de Pirassununga, atendendo a um pedido irrecusável do meu amigo Ítalo, a quem muito devo”, disse. Esse era o grande Mazzaropi. Um gênio!

Por Roberto Bragagnollo

Semana Nenete 2014

A Secretaria Municipal de Cultura e Turismo divulgou no programa Mesa Redonda desta quarta-feira (3) a programação de shows da 19ª Semana Nenete de Música Sertaneja, que será realizada de 11 a 14 de julho no Centro Cultural de Eventos Dona Belila. Confira as datas dos shows:

Dia 11 de julho – quinta-feira
20 horas – Lucas e Luan
21h30 – Duduca e Dalvan

Dia 12 de julho – sexta-feira
20 horas – Léo Canhoto e Robertinho
21h30 – Chico Rey e Paraná

Dia 13 de julho – sábado
20 horas – Marciano
21h30 – Almir Sater

Dia 14 de julho – domingo
20 horas – Celita
21h30 – Gino e Geno

De acordo com a Secretaria de Cultura e Turismo serão ainda realizados outros eventos paralelos como contadores de histórias, apresentação de dança e capoeira, entre outros. Haverá também a tradicional homenagem às famílias – os nomes ainda não foram divulgados oficialmente.

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Nenete
Cantor e compositor de música caipira, que morreu há mais de 20 anos, Nenete ficou conhecido em todo o país através do rádio, quando integrava o Trio de Ouro. Compôs e gravou mais de 400 músicas e 60 discos e integrou a dupla Nenete e Dorinho.

Pirassununga é destaque dos Jogos Abertos do Idoso

Neste domingo passado (dia 8), a delegação pirassununguense que esteve participando nos 18º Jogos Abertos do Idoso (JAI), em Presidente Prudente (SP), composta de 61 integrantes – entre atletas, técnicos, monitores e dirigentes – retornaram a Pirassununga e trouxeram, na bagagem, vitórias e o 15º posto na classificação final – 17 pontos, empatados com Itu e Mogi das Cruzes – superando grandes e tradicionais cidades, como Suzano, Guarulhos, Jundiaí, São Carlos, Santo André e Araraquara e outras 230 cidades. A grande campeã foi a cidade de Piracicaba, que somou 81 pontos, seguida da anfitriã Presidente Prudente, com 72 pontos e Itatiba, com 54 pontos. 

Pirassununga sagrou-se campeã na modalidade de vôlei adaptado feminino “A”, ao superar Santos, por 2 sets a 0, com parciais de 15/11; e no feminino “B”, o time ficou em 2º lugar, após perder para Cubatão, por 2 a 1.

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